A curta-metragem luso-brasileira «Fernando que ganhou um pássaro do mar», de Felipe Bragança e Helvécio Marins Jr., foi selecionada para o Festival Internacional de Cinema de Berlim, que se realiza em fevereiro, anunciou hoje (21) a Agência da Curta-Metragem.
A película luso-brasileira junta-se às curtas-metragens portuguesas «As rosas brancas», de Diogo Costa Amarante, e «Taprobana», de Gabriel Abrantes, selecionadas para a competição oficial da Berlinale, que decorrerá de 6 a 16 de fevereiro
O filme de Felipe Bragança e Helvécio Marins Jr. será exibido na 9ª edição do Forum Expanded, uma secção paralela ao Festival, que este ano tem como mote a questão «O que sabemos quando sabemos onde algo está?».
Nesta secção da 64ª edição do festival, que tem início no dia 5 de fevereiro, serão exibidas cerca de 50 obras de 20 países de todo o mundo.
Segundo o comunicado da Agência da Curta Metragem, «'Fernando que ganhou um pássaro do mar' parte de um diálogo imaginário entre Portugal e o Brasil, numa pequena cantiga luso-brasileira. Fernando divide seu tempo entre um café da vizinhança e a pequena casa em que vive no Porto».
«Do Brasil, recebe um pequeno presente que lhe faz imaginar o Paraíso. A história é inspirada em uma das personagens do último trabalho de Helvécio Marins Jr., 'O Canto do Rocha', filmado em 2012, no Norte de Portugal», acrescenta a agência.
Quanto às duas produções portuguesas, ambas em estreia mundial, integram a lista de 25 filmes, de 21 países, escolhidos para a competição oficial, com o vencedor a ser escolhido por um júri que integrará o programador Nuno Rodrigues, cofundador do Festival Curtas de Vila do Conde e da Agência da Curta-Metragem.
«As rosas brancas», sobre memória, perda e morte, é o quinto filme de Diogo Costa Amarante, depois da ficção «Down here» (2011) e dos documentários «In January, perhaps» (2009), «We have legs/Time flies» (2008) e «Jumate/Jumate» (2007), todos eles premiados.
A curta-metragem, de vinte minutos, conta com co-produção dos Estados Unidos, onde o realizador fez estudos de cinema.
«Taprobana», de Gabriel Abrantes, é uma co-produção entre Portugal, Sri Lanka e Dinamarca, descrita como uma comédia que acompanha a lua-de-mel do poeta Luís Vaz de Camões com Ti-nan-men, uma chinesa por quem se apaixonou, no Oriente, quando escreveu «Os Lusíadas».
Gabriel Abrantes, artista plástico e realizador, é autor de filmes como «Zwazo» (2012), «Palácios de Pena» (2011) e «A History of mutual respect» (2010).
A Berlinale abrirá com «The grand Budapest Hotel», de Wes Anderson.
À competição internacional de longas-metragens, em disputa pelo Urso de Ouro, concorrem, entre os títulos já divulgados, além do novo filme de Wes Anderson, «Aimer, boire et chanter», de Alain Resnais, e «The Monuments Men», de George Clooney.
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