segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Curta Metragem On Line · O brilho da estrela Kátia Maria retratado em um curta-metragem de 25 minutos




A atriz Carla Alessandra interpreta a cantora Kátia Maria na juventude – foto: divulgação





A mulher Cleonice Galvão por trás da cantora Kátia Maria. Essa é a proposta básica do documentário “O brilho da estrela”, dirigido por Roberto Roger, que retrata em resumo a vida de uma artista que até hoje está na ativa, com nada menos do que 56 anos de carreira. O curta-metragem tem 25 minutos de duração e conta com depoimentos da própria homenageada e reconstituições dramatizadas de vários episódios de sua trajetória.


A história, segundo o diretor, transcende o aspecto da vida profissional de Kátia Maria. “A ideia surgiu em 2002, em um show em que ela interpretava Ângela Maria. Quis escrever um roteiro para um show dela. Manifestei isso a ela e ela topou, mas não foi possível ir adiante. Em 2011, um amigo técnico de som de cinema, Reldson, comentou sobre o estado de saúde dela comigo (Kátia Maria sofreu, neste período, um AVC que a afastou de suas atividades por aproximadamente um ano) e disse que seria interessante fazer um registro em vídeo sobre sua carreira. Primeiro fiz um roteiro baseado em leituras de jornais. Vi alguns programas de TV sobre ela. Mostrei o roteiro e ela gostou. Mas na mesma hora disse que não era aquela história que eu queria contar, e sim sobre sua vida pessoal. Ela pensou e concordou e passou a me contar toda a sua vida”, diz.
O documentário passa por todas as décadas da vida de Kátia Maria, desde sua infância aos dias atuais.
“Nessa passagem, vamos narrando fatos íntimos, incluindo relacionamentos amorosos”, afirma Roger. Três atrizes vivem Kátia na obra audiovisual. “A primeira a aparecer é Anna Julia Monteiro, que faz a Kátia, quando ainda era Cleonice com 7 anos de idade. A segunda atriz é Carla Alessandra Menezes que faz a Kátia na juventude e a terceira é a própria Kátia Maria interpretando ela mesma quando tinha 60 anos”, diz o diretor.
Do convite à interpretação, Kátia Maria não esconde o sentimento de ser retratada na obra de Roberto Roger. “Eu choro de emoção desde quando começaram as filmagens. E sempre ficava me perguntando: “será que mereço tudo isso?”.
Afinal, nem nos meus melhores anos havia passado algo assim pela cabeça. Não tenho palavras para expressar o que sinto. Na atuação, fiquei revivendo tudo o que passei lá atrás. Foi comovente o fato de estar me expondo a uma câmera. Não foi difícil porque eu não estava contando nenhuma mentira”, enfatiza a cantora que chega aos 74 anos de idade, em 2014.
Por outro lado, para Carla Alessandra, viver Kátia Maria em frente às câmeras foi diferente.
“Como atriz, é um grande desafio interpretar uma personagem que realmente existe, que tem uma historia real, sentimentos reais e principalmente reconhecida pelo público enquanto personalidade. Ser fiel à personagem torna-se um dever. E Katia é uma figura com personalidade forte”, ressalta. Entre outros feitos, Kátia Maria foi um dos artistas do elenco da rádio Difusora por 10 anos.
Embora todos os dados contidos no roteiro de “O brilho da estrela” sejam atestados como verídicos pela cantora Kátia Maria, alguns nomes de personagens que aparecem nas dramatizações foram modificados para preservar a identidade das respectivas pessoas.
“O filme mostra meus relacionamentos, amores proibidos com homens casados etc. Como algumas dessas pessoas ainda estão vivas e, mesmo que saibam tão bem quanto eu o que houve, preferi pedir para que essas identidades fossem modificadas”, explica a própria artista. Um exemplo disso é dona Branca (interpretada pela atriz Samantha Gomes), uma espécie de rival da cantora, cujo nome real não é divulgado na obra.

fonte: http://www.emtempo.com.br/editorias/cultura/14614-o-brilho-da-estrela-k%C3%A1tia-maria-retratado-em-um-curta-metragem-de-25-minutos.html


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