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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Suicídio é tema de curta-metragem independente gravado em Campo Grande



Mais uma vez, o suicídio invade o cinema para trazer uma reflexão às pessoas. Desmistificando o tema que, por muitas vezes é, considerado incomunicável pelas grandes mídias, o audiovisual resolve vir e explorar com ênfase, sempre em grandes histórias.

Por 27 minutos, o curta-metragem ‘Cortes’, do diretor Roberto Leite conta a história de Jade, que inicia um pré-suicídio logo depois de perder o marido e entrar em depressão. O filme tem toda uma trilha musical especial, justamente para trazer a emoção sem precisar de palavras.

Para o diretor do filme, o roteiro do curta calhou com partes de sua vida. “Tinha vários roteiros selecionados, mas no fim do ano passado meu irmão começou a dar sinais de depressão, tive a inspiração da história de uma menina que comete suicídio e, me lembrei de um amigo de infância que tinha cometido suicídio...e , em Campo Grande também, vários noticiários sobre o tema...fiquei chocado e percebi a precisão de falar disso”, explica o diretor, que diz ter trabalhado o assunto de uma forma delicada e poética, para que quem assista, possa sentir a agonia, desespero mas também, o alívio.

O ator campo-grandense Filipe Silveira vive Léo, um grande amigo e que tenta amparar Jade, que é vivida por Camila Schneider. Em entrevista ao MidiaMAIS, o ator Filipe disse que fazer um curta abordando o tema, é uma maneira bacana de contar uma história sem ser piegas, assim como a depressão, que pode vir a levar o ser humano a vários lugares.

“Já fiz dois filmes com temas complicados, e agora mais esse que é um tabu, porque a sociedade trata de forma negativa e como punitiva, por conta da religião; é um tema que tem que se refletir e a arte está aí, para promover este debate de forma lúdica”, avalia.

Filmado em Campo Grande, ‘Cortes’ foi produzido de maneira independente, pela Zion Filmes. O filme será exibido em apenas uma sessão nesta terça-feira (19), às 21 horas no cinema UCI, do Shopping Bosque dos Ipês.



“Só tenho a agradecer e estamos bem orgulhosos da qualidade do filme que nasceu de várias formas, principalmente deste tema, que ficou bem atual, uma vez que Campo Grande teve altos índices noticiados nos últimos tempos”, ressalta Filipe.

O diretor Roberto Leite ficou conhecido ao participar do Festival de Cannes, com o curta-metragem ‘O Florista’. ‘Cortes’ também já fez sua estreia internacional em maio, no Festival de Miami, nos EUA, e está inscrito em outros 15 festivais.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Curta Metragem On Line · Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América Latina começa nesta segunda na Capital


Cineasta e documentarista Vladimir Carvalho é o homenageado da oitava edição do evento




Vladimir Carvalho ptoduziu 22 filmes em 50 anos de carreiraFoto: José Varella / Divulgação
Carol Macário


Em mais de 50 anos de carreira, o cineasta e documentarista Vladimir Carvalho, 78 anos, fez cinema como uma maneira de pensar e intervir no mundo. "Mas o cinema não transforma coisa nenhuma", ele diz. Carvalho tem no currículo produções essenciais da cinematografia brasileira, como Cabra marcado para morrer, em que foi trabalhou com Eduardo Coutinho, e Aruanda, filme de Linduarte Noronha que foi um "nascedouro" do Cinema Novo.

Homenageado da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América Latina, que começa hoje em Florianópolis, ele afirma que quem tem o papel essencial de corrigir as injustiças sociais é a política e a economia, se foram pensadas com acuidade. E não o cinema.

- O cinema pode só contribuir. A arte, de modo geral, é apenas instigante. Você assiste a um filme e fica impressionado, a história das pessoas é comovente.

E é justamente a poesia dos pequenos gestos, mesmo diante de duras realidades, da desigualdade e da violência, que sempre cativou Carvalho. Seus 22 filmes, maioria documentários de curta e longa-metragem, conservam a poética da vida como ela é.

- Acho que um filme não é só bom quando tem um fundo político. Um filme é bom porque é bom - resume.

Seu último documentário foi Rock Brasília - A Era de Ouro, de 2011, mas já trabalha num novo documentário sobre a vida de Cícero Dias (1907 - 2013), artista modernista pernambucano.


Cena do filme Conterrâneos Velhos de Guerra, de 1991



Mostra ocorre em todas as capitais

A oitava edição do evento terá mostra competitiva, de produções de realizadores indígenas e a homenagem a Vladimir Carvalho. É uma oportunidade para quem quer conhecer produções nacionais e latino-americanas que vão além da estética e prezam também pelo conteúdo, seja de denúncia ou apenas relatos da desigualdade social. Apesar de prezar pela acessibilidade para quem tem necessidades especiais, a mostra só peca pela localização, a faculdade Cesusc, local não popularmente frequentado para eventos culturais.

Até o dia 7 ocorrem quatro exibições diárias. A abertura será com o curta A Onda Traz, o Vento Leva, de Gabriel Mascaro, e a animação Uma História de Amor e Fúria, às 19h30. Outras 26 cidades do Brasil receberão a mostra, realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Cultura.

:: Agende-se

O quê: 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
Quando: 2 a 7/12, 8h30, 14h, 16h e 19h30
Onde: Auditório do Cesusc (rod. SC 401, Km 10, trevo Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis)
Quanto: Gratuito

Informações: (48) 3239-2600



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